frete no e-commerce

O 34º Webshoppers, pesquisa feita pelo E-bit e Buscapé no primeiro semestre do ano (2016), indicou que no e-commerce brasileiro, 40% do total de vendas do primeiro trimestre e 42% do segundo foram feitas com ofertas de frete gratuito. Embora o valor ainda seja relevante, o número é, respectivamente, 3% e 2% menor que a análise dos mesmos períodos avaliados em 2015 – quando a prática foi uma realidade adotada por 43% e 44% da média total de lojistas virtuais.

Segundo o COO da Ebit, André Ricardo Dias, a redução do frete gratuito é uma tendência que mostra um amadurecimento do mercado que, cada vez mais, abandona esse modelo de frete como estratégia única para incentivar a compra. Ele acrescenta que as empresas já começam a oferecer o frete de forma “dinâmica”, de acordo com a necessidade ou urgência do consumidor em receber o produto.

Na pesquisa focada em dispositivos mobile, embora o consumidor via estas plataformas tenha mostrado uma preocupação com a gratuidade do frete e que esse fosse citado como um dos principais motivadores da compra para 23% dos entrevistados, 57% do público mencionou o preço como o motivador principal e 50% a qualidade do produto. Isso mostra que as lojas que podem sair na frente da concorrência serão aquelas que souberem precificar melhor seus produtos, oferecerem itens de qualidade e bons atributos para seus clientes. Já o frete pode ter um dinamismo maior e flexibilidade para se adaptar à realidade do cliente. Se ele precisa rapidamente do item adquirido, por que não oferecer uma opção de entrega expressa, ainda que ele escolha pagar mais por isso se assim desejar?

 

Segundo o último Webshoppers, os atributos que o público mais considera ao comprar um novo produto pelo mobile é:

Preço – 57% (principal fator)

Qualidade – 50%

Frete grátis – 23%

Marca – 22%

Condição de pagamento – 17%

Prazo de entrega – 10%

Valor agregado – 10%

Inovação – 6%

Pronta entrega – 5%

O frete também foi citado na edição anterior do Webshoppers (33ª), que analisou o comércio eletrônico ao longo do ano de 2015. Naquela ocasião, 30% dos entrevistados disse utilizar o ominichannel (vários canais), fazendo suas compras pela web e retirando o produto comprado na loja física da empresa. Na pesquisa do início do ano, 48% dos entrevistados também afirmou que ter mais opções de frete faria com que comprassem mais produtos online e com mais frequência que compram hoje.

A edição anterior da pesquisa e os dados desta nova edição podem indicar a necessidade, da qual já falamos aqui, sobre a cobrança do frete, mas com mais alternativas para o cliente – com opções de preços mais baixos para prazos mais longos e valores mais altos para entregas expressas do produto. Para quem conta com uma loja física, vale também estudar a possibilidade do omnichannel no e-commerce, diminuindo os custos totais para o cliente e o tempo de espera até a entrega.

 

Dica sobre o frete:

Além de manter uma boa percepção sobre a logística de entrega e seu frete, vale analisar como ele é praticado por seus concorrentes

Como o Webshoppers indica, o preço do frete é crucial para o consumidor e embora as marcas estejam caminhando para encerrar os tempos de frete grátis, é fato que um frete menor tende a influenciar a decisão do comprador.

Por isso, além de monitorar preços, sempre analise o valor do frete e o tempo de entrega proposto por seus concorrentes. Embora os serviços dos Correios sejam tabelados, alguns lojistas podem ter negociações com suas transportadoras, que permita que eles apliquem uma tabela de preços de entrega mais atraente.

Fique atento ao nosso blog que em breve traremos mais novidades sobre essa feature por aqui!

 


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O que o último webshoppers tem a nos mostrar sobre frete no e-commerce

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