construir uma marca

O sucesso de um produto pode ser atribuído a vários fatores: divulgação, escolha da praça, rede de distribuição, identificação do público-alvo, preço, benefícios atribuídos à compra, condições de pagamento, suporte pós venda e muitas outras.  Mas, antes do sucesso de um produto, é preciso realizar o processo de construção de marca e isso não é apenas um processo criativo, onde você tem uma ideia e vai adotá-la. Será preciso pesquisar e identificar se a marca já não é utilizada e/ou se está sob domínio de outra pessoa (física ou jurídica).

Depois disso, também é preciso realizar o monitoramento de como o produto chega ao consumidor, e se a diretrizes definidas para a marca têm sido seguidas pela última ponta, que são os varejistas.

Nesse artigo mostramos 3 dicas para construir uma marca forte para seus produtos – desde a parte burocrática, até a manutenção das estratégias enquanto ele é comercializado. Confira:

 

Dica 1 – A parte burocrática do registro

Depois de ter a ideia de como o produto seria lançado, o público-alvo (e suas expectativas), você chegou a um determinado nome para a marca, planejou a criação de um logo e definiu quais seriam as cores mais adequadas para o produto. Tudo certo até aqui, mas é preciso seguir alguns ritos antes de utilizar essa marca.

Segundo o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, ligado diretamente ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, existem 4 passos para o registro de marca e/ou produto:

  • 1º passo (entenda): descubra os diferentes formatos de marcas utilizados no Brasil. Existe uma legislação que rege as ações relacionadas ao registro de marca. Estudar esses fatores será a base para não cometer falhas no processo de registro.
  • 2º passo (pesquise): entendendo as regras para registrar um produto, você terá a parte teórica do que é preciso fazer. Mas, antes de solicitar um registro, será preciso identificar se isso já não foi feito por outra empresa. Para facilitar seu trabalho o INPI possui um banco de dados que permite a busca por palavras-chave. Nele você vai saber se aquela marca já foi ou não registrada.
  • 3º passo (pagamento da taxa): depois de verificar que ninguém tem usado a marca que você definiu para o produto, é hora de registrá-la. Para isso, será preciso o pagamento de um taxa cobrada para esse procedimento. O pagamento se dá por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU). Após o pagamento, guarde o comprovante e o documento emitido para outras etapas.
  • 4º passo (inicie o pedido): acesse o E-marcas, sistema eletrônico para solicitar a marca junto ao INPI. Serão requisitadas algumas informações básicas.
  • O 5º e último passo é o acompanhamento do status do pedido. É imprescindível acompanhar as etapas de aprovação, já que podem ser solicitadas informações e documentos complementares.

 

Dica 2 – Desenvolva a estratégia de posicionamento

Você pode até ter pensado em como vai apresentar seu produto ao mercado antes mesmo de fazer o registro. Mas agora, com a marca realmente pertencendo a você, faça um estudo de como ela será trabalhada. Alguns itens que podem ser trabalhados são:

  • Qual o público que deseja atingir
  • Qual a faixa de preço em que o produto deve ser comercializado
  • Qual o perfil de lojas que devem vender o produto
  • Quais praças receberão o produto
  • Quem são seus concorrentes – verifique as principais qualidades e também os pontos fracos de produtos que podem competir com o seu

Aqui, será preciso entender que o mercado pode virar, e um item direcionado para o público A, pode cair no gosto da classe C. Essa dinâmica pode ser muito rápida, e pode pedir um reposicionamento com o passar do tempo.

 

Dica 3 – Zele pela estratégia de posicionamento traçada para o produto

Depois de todo esse processo de construção da marca será preciso monitorar e acompanhar como o produto tem sido apresentado ao mercado. Em um cenário de lojas físicas, esse acompanhamento pode ser realizado pelo time comercial, que geralmente fica na rua, ou mesmo pelos profissionais de trade marketing, que realizam visitas periódicas ao PDV.

Uma outra possibilidade é contratar uma empresa de auditoria externa, que realiza essas análises e entrega relatórios indicando: preço praticado, disposição dos produtos nas lojas, e um comparativo com a concorrência.

Se seu produto for vendido na internet, você não precisa acessar cada uma das lojas virtuais que oferecem o item. É possível automatizar esse processo e ter reports diários sobre várias informações dos varejistas que revendem seus produtos como:

  • Variação de preço entre as lojas: na imagem abaixo, cada cor representa uma loja virtual que vende o produto de determinado fabricante. A Faixa Azul, representa o limite máximo e mínimo do preço que precisa ser praticado. Dessa forma, é preciso identificar quem está ou não “furando” o preço recomendado pela fabricante.

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  • Preço médio praticado pela concorrência: na imagem abaixo vemos os produtos que estão competindo dentro da mesma faixa de preço do fabricante que está realizando o monitoramento.

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  • Imagem utilizada para vender o produto: também é possível entender quais as fotografias utilizadas para a venda do item, e quais lojas virtuais estão usando imagens que não correspondem a atual comunicação da marca.

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Essas são apenas algumas sugestões das análises que podem ser feitas. Se deseja se aprofundar mais sobre elas, o Jefferson Costa, Gerente de Inteligência da Sieve, realizou um webinar sobre o assunto. Confira.

Se quiser detalhes de como a Sieve pode ajudar sua empresa a monitorar a oferta de seus produtos em diferentes lojas virtuais, deixe seus dados no formulário abaixo e receba o contato de um de nossos consultores.


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3 dicas para construir uma marca forte para seus produtos

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