automação de pricing

Na gestão de produtos vendidos em um e-commerce ou no marketplace, o preço possui papel crucial em atrair clientes e incentivar a conversão. Isso requer que os gestores se atentem ao trabalho de precificação (pricing), sempre com foco em melhorar os processos para aumentar suas vendas. Umas das formas de se fazer isso é com a automação do processo de precificação. Mas embora seja estratégica para o lojista, a automação de pricing precisa ser “inteligente” e evitar que a redução de preço afete margem e receita do negócio.  

Abaixo estão alguns aspectos que devem ser evitados na automação de pricing:

1) Criação de regras idênticas para todos os produtos

Uma regra de preço para um item pode não funcionar para outro. Regras para manter o produto sempre R$10 abaixo dos concorrentes, por exemplo, podem até funcionar quando o item vendido for um smartphone, mas irá afetar totalmente seu negócio quando o item for uma película de vidro para o tal aparelho e onde sua margem é muito menor. Desta forma, analise a natureza e perfil de cada item que você vende antes de criar regras.

 

2) Criação de regras idênticas para todos os canais

Da mesma forma que cada produto tem uma dinâmica, cada canal de vendas costuma ter um perfil de público e desempenho. Nem sempre o preço que você pratica no e-commerce é o mais adequado para vender nos marketplaces. De todo modo, cada player poderá apresentar uma característica que influencia no seu posicionamento por preço. Por isso, faça uma análise do público de cada canal, seus concorrentes e só depois comece a criar regras.

 

3) Esquecer de gerenciar o que foi automatizado

É indispensável que haja um responsável para fazer a gestão do processo e a análise de comportamento dos preços. Essa pessoa deve obter insights a partir dos dados e efetivamente tomar ações embasadas. Os preços são muito dinâmicos e rapidamente alguns concorrentes podem alterá-los. Segundo o E-bit 32º, o preço de um produto chegava a variar mais de 10 vezes em um único dia, portanto, cabe ler, interpretar essas mudanças e tomar decisões que melhorem seu preço ou margem no momento mais adequado.



4) Não estabelecer limites de preço

Antes de basear seu preço com base no comportamento da concorrência, é preciso definir até onde sua margem pode chegar. Lembre que as regras irão precificar seus produtos de acordo com que as lojas virtuais concorrentes estão fazendo. Dessa forma, se eles estiverem trabalhando abaixo da sua margem limite, a loja pode passar a operar com saldo negativo. Estabelecer limites de preço evita que sejam praticados preços fora dos seus limites, o que diminui as chances do gestor entrar em uma competição que seja prejudicial ao negócio.

 


5) Analisar os dados superficialmente

Todos os dados de preço irão fornecer uma ótima percepção sobre o negócio. Por outro lado, esses dados precisam ser cruzados com outras informações como número de vendas (pedidos), itens em estoque e margem de lucro. Quando se consegue olhar estas métricas de maneira igualitária, é possível entender, de maneira mais ampla, quais são seus principais produtos, onde o preço deverá ser analisado com maior critério. Além de entender os itens mais importantes e os secundários em número de vendas e na geração de receita para o negócio, é fundamental saber quando seu concorrente fica sem estoque para um item de alta demanda, por exemplo, pode ser estratégico na hora de modificar preços e margens de seus produtos.

 

Estes aspectos precisam ser considerados se você espera ter uma gestão de preços adequada e que não consuma sua margem ou faça perder negócios. Tanto e-commerces como marketplaces devem levar isso em conta, mantendo uma gestão que una a tecnologia à percepção inteligente do gestor.


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O que evitar na automação de pricing dos produtos?

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